sexta-feira, 27 de julho de 2007

Acidez em verso bem nordestino

Quando eu trabalhava na Meantime (lá no CESAR, Recife Antigo) existia um tal de Sandrinho, um assaltante de uns 16 anos, que botava o terror. Depois de meter medo em muita gente, a moda dos assaltos passou porque botaram uns 2 ou 3 guardinhas na praça. Só que parece que agora a moda de assaltar por ali voltou. E aí, eis que o meu amigo Felipe "Jovem" Pinto me manda em versos o que vem acontecendo. É o Cordel do Assalto:

Cordel do Assalto

Aqui no Recife Antigo
Tá um perigo danado
Violênca ao trabalhadô
Que vêm pra esses lado
Tem até ladrão de pexêra
A moda agora é ser roubado.

Num se pode andar na rua
Nem de manhã, nem à tarde
Ladrão já pede o celular
Levam o CPF e identidade
Ôxe, e esse aí tá lascado
Se fizer algum alarde.

Imagine andar aqui à noite
Depois do expediente
Ou você leva ums açoite
E fica logo sem dente
Ou entrega até as calça
E se esconde no batente.

No estacionamento do Shop
Mermo se pagando caro
Tem carro sendo roubado
Som, Pen Draives, CDeisi
Roupa e outros treco
É tudo “confiscado”.

Mas o que fazer então?
Se governo é igual aos pombo
Que caga em cima da gente
Faz que num vê o rombo
Num coloca polícia decente
E ainda dá com os ombro!
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E viva essa cidade que se gaba de ser uma das melhores cidades pra fazer carreira profissional (de assaltante, deve ser) e que não liga a mínima pra segurança do tão falado Polo Tecnológico Mais Fuderoso Do Brasil do Nordeste do Porto Digital de Recife.

Ácido no olho do prefeito. Nessa porra!

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