Quando eu trabalhava na Meantime (lá no CESAR, Recife Antigo) existia um tal de Sandrinho, um assaltante de uns 16 anos, que botava o terror. Depois de meter medo em muita gente, a moda dos assaltos passou porque botaram uns 2 ou 3 guardinhas na praça. Só que parece que agora a moda de assaltar por ali voltou. E aí, eis que o meu amigo Felipe "Jovem" Pinto me manda em versos o que vem acontecendo. É o Cordel do Assalto:
Cordel do Assalto
Aqui no Recife Antigo
Tá um perigo danado
Violênca ao trabalhadô
Que vêm pra esses lado
Tem até ladrão de pexêra
A moda agora é ser roubado.
Num se pode andar na rua
Nem de manhã, nem à tarde
Ladrão já pede o celular
Levam o CPF e identidade
Ôxe, e esse aí tá lascado
Se fizer algum alarde.
Imagine andar aqui à noite
Depois do expediente
Ou você leva ums açoite
E fica logo sem dente
Ou entrega até as calça
E se esconde no batente.
No estacionamento do Shop
Mermo se pagando caro
Tem carro sendo roubado
Som, Pen Draives, CDeisi
Roupa e outros treco
É tudo “confiscado”.
Mas o que fazer então?
Se governo é igual aos pombo
Que caga em cima da gente
Faz que num vê o rombo
Num coloca polícia decente
E ainda dá com os ombro!
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E viva essa cidade que se gaba de ser uma das melhores cidades pra fazer carreira profissional (de assaltante, deve ser) e que não liga a mínima pra segurança do tão falado Polo Tecnológico Mais Fuderoso Do Brasil do Nordeste do Porto Digital de Recife.
Ácido no olho do prefeito. Nessa porra!
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